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Rumo ao Oscar: Sniper Americano é irregular, mas tem cenas memoráveis

                                                       Bradley Cooper, ótimo como Chris Kyle, conquista 
                                                       sua terceira indicação seguida ao Oscar

Mais do que um filme de guerra, Sniper Americano é, acima de tudo, um faroeste. É Clint Eastwood voltando às origens com outra roupagem, que ele também domina como ninguém, basta lembrar os fantásticos Cartas de Iwo Jima e A Conquista da Honra (2006). Não o incluo o longa entre melhores trabalhos do diretor, mas também não achei o horror que tanta gente apregoa por ai. Sniper Americano começa de forma magnífica, com cenas de forte impacto, como o menino sendo alvejado com uma bomba nas mãos. Mas ganha uma barriguinha no meio da projeção, com sequências que se repetem à exaustão. Na reta final, o filme volta a ficar interessante em cenas memoráveis, mais uma vez envolvendo crianças na guerra e também o duelo entre o atirador americano Chris Kyle (Bradley Cooper) e o sírio Mutafa (Sammy Sheik), eletrizante como nos melhores bang-bangs.
Como nos westerns clássicos, o protagonista é um tipo nada simpático, bruto, que fez da violência a mola mestra da sua vida. Talvez se Chris Kyle não tivesse existido de verdade e não fosse o atirador mais letal da história militar dos Estados Unidos (com mais de 100 mortes nas costas), talvez o filme nem sofresse tanta rejeição. Mas é realmente difícil lidar com um personagem que carrega tantos dilemas éticos. O roteiro credita o resultado da personalidade limitada de Chris à criação equivocada e violenta que ele teve do pai, Jeff Kyle (Keir O’Donnell). Faz bastante sentido! Bradley Cooper está ótimo como Chris, numa atuação que vai da extrema introspecção à frieza absoluta, passando por momentos rápidos de doçura, dor e arrependimento. Um papel dificílimo que o ator domou com inteligência. E Sienna Miller tem o melhor desempenho de sua carreira como Taya Rena Kyle, esposa de Chris.
Sniper Americano recebeu seis indicações ao Oscar, Melhor Filme, Ator (Bradley Cooper), Roteiro Adaptado, Montagem, Edição de Som, e Mixagem de Som. Todas merecidas!

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