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Filme sobre a vida do duo Ana Vitória é exibido no Canal Brasil

Filmes do Canal BrasilComboio de Sal e Açúcar, Praça Paris, O Homem Que Copiava, Amores de Chumbo e A Sorte em Suas Mãos são outras atrações da emissora

O Canal Brasil preparou uma bela seleção de filmes para a primeira semana do ano. E os fãs da dupla Ana Vitória ganham um presente logo mais. A partir das 22h será exibido Ana e Vitória, que conta a história das meninas. Dirigido por Matheus Souza, o longa-metragem foi lançado no ano passado e mostra que Ana Clara (Ana Clara Caetano Costa) e Vitória (Vitória Fernandes Falcão) estudaram juntas em uma escola da cidade de Araguaína, no interior do Tocantins. As meninas, no entanto, se conheceram apenas em uma festa bem longe de casa, na qual a primeira se apresentara em um pequeno show com seu violão em punho e se impressionara com a cantoria despretensiosa da segunda. A identificação entre as jovens é imediata e elas logo combinam de tocar e gravar algumas músicas juntas. A brincadeira despojada, no entanto, logo viraliza pela internet e os vídeos do duo rapidamente se espalham pela rede, encantando pessoas dos mais diversos cantos do país. Rapidamente, a dupla Anavitória atraiu a atenção do produtor Felipe Simas (Bruce Gomlevsky), que enxerga nas moças um talento capaz de encantar multidões. Confira os outros filmes que serão exibidos!

 

Comboio de Sal e Açúcar (2014) – Quarta 02, às 19h50

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Direção: Licinio Azevedo
Moçambique enfrenta uma sanguinolenta guerra civil há cerca de 40 anos e o conflito parece ainda estar longe de sua resolução. Em 1988, quando a contenda entrava em sua primeira década, o governo enfrentava a guerrilha armada empenhada em saquear produtos cobiçados, entre eles, o açúcar, item raro naquelas terras. Poucos eram os corajosos a enfrentar uma perigosa viagem até a fronteira com o Malawi, no interior do continente, para trocar o produto por sal. O cineasta gaúcho radicado no país africano Licinio Azevedo decidiu contar um pedaço dessa história ao dramatizar o sofrimento dos viajantes de um comboio prestes a encarar os trilhos minados desse caminho maldito. O filme acompanha todo o trajeto da viagem de um grupo que ruma ao Malawi para trocar sacas de açúcar por sal. São pessoas humildes, em busca de dias melhores para saírem da miséria. Apertados em vagões quentes e sujos, eles recebem a proteção do exército oficial, mas sofrem, ao mesmo tempo, com os assédios morais e sexuais dos soldados, homens rudes, grosseiros e extremamente violentos. Em meio aos tiros e emboscadas dos rebeldes, o filme insere o drama de Rosa (Melanie de Vales Rafael), uma jovem enfermeira abusada por Salomão (Thiago Justino), um bruto oficial, inimigo declarado do tenente Taiar (Matamba Joaquim), que toma suas dores para defendê-la. Tenso com inimigos dentro e fora do trem, os turistas nada alegres dessa viagem cruzam os trilhos entre a vida e a morte.

 

Praça Paris (2018) – Quinta 03, às 22h

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Direção: Lucia Murat
Camila (Joana de Verona), uma psicanalista portuguesa, faz um estudo sobre violência na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) com uma das funcionárias do local, a ascensorista Gloria (Grace Passô), moradora do Morro da Providência e que carrega um forte trauma de infância. O relacionamento entre as duas sofre uma grande inversão ao longo do arco das personagens. No começo, Camila busca maior proximidade com Gloria, relutante em mencionar detalhes mais profundos de sua vida pessoal, como a existência de um irmão protetor e criminoso reconhecido. Ao longo da trama, ao estabelecer um relacionamento de confiança, a paciente passa a ter a necessidade da companhia da terapeuta. Ao mesmo tempo, a pesquisadora revisita seus conceitos em função do crescente temor e acaba deixando a questão humanitária em segundo plano.

 

O Homem que Copiava (2003) – Sexta 04, às 22h

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Direção: Jorge Furtado
André (Lázaro Ramos) tem 20 anos, segundo grau incompleto e trabalha como operador de fotocopiadora em uma papelaria de Porto Alegre. Ele mora com a mãe e, no tempo livre, gosta de desenhar histórias em quadrinhos. Sua rotina é passar os dias lendo fragmentos das coisas que copia. André é apaixonado por Sílvia (Leandra Leal), a vizinha que ele observa com os binóculos em seu quarto. Decidido a conhecê-la melhor, o rapaz tenta de todas as formas conseguir 38 reais para comprar um presente para a mãe na loja onde ela trabalha. Para isso, ele vai com a ajuda de Marinês (Luana Piovani) e Cardoso (Pedro Cardoso).

 

Amores de Chumbo (2018) – Sábado 06, às 22h

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Direção: Tuca Siqueira
Miguel (Aderbal Freire Filho) e Lúcia (Augusta Ferraz) estão prestes a comemorar quatro décadas de casamento em uma festa familiar. Apesar da idade avançada e do longo período juntos, o relacionamento caminha bem, com juras de amor de ares adolescentes e promessas até a eternidade. Tudo parece caminhar bem até o ressurgimento de Maria Eugênia (Juliana Carneiro da Cunha), uma escritora e antiga amiga do casal exilada em Paris devido à sua militância política contra o regime militar recém-chegada a Recife. O reencontro resgata uma questão há anos abafada entre o casal; Lúcia lutou para tirar o marido da prisão após ele enfrentar a ditadura e ficou ao seu lado durante todos esses anos, mas interceptou as cartas da literata endereçadas ao seu cônjuge por saber dos sentimentos de um pelo outro.

 

A Sorte em Suas Mãos (2013) – Domingo 07, às 22h

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Direção: Daniel Burman
Os filmes de Daniel Burman são frequentemente apresentados na faixa Cone Sul do Canal Brasil. Uma das mais importantes personalidades da sétima arte argentina, o cineasta já exibiu por aqui obras como O Abraço Partido (2004) e As Leis de Família (2006). Na nova temporada da sessão dedicada ao cinema latino-americano, o realizador volta às telas com mais uma comédia de costumes, marca tradicional de sua filmografia, dessa vez com o intuito de abordar as atrapalhadas tentativas de um jogador de poker encontrar um novo amor após a falência do seu casamento. Vencedora do prêmio de melhor roteiro – e indicado na categoria melhor narrativa – no Festival de Tribeca (EUA), a película é estrelada por Jorge Drexler, Valeria Bertuccelli e Norma Aleandro.  A coprodução entre Argentina, Brasil e Espanha tem como protagonista Uriel (Jorge Drexler), herdeiro de uma pequena financeira de sua família, jogador adicto de poker pela Internet, divorciado, pai de duas meninas e descrente em encontrar um amor para a sua vida. A fala rápida e atrapalhada o classifica como uma figura peculiar, estabanado em muitos aspectos. Quando se apaixonar novamente parece um futuro distante, ele subitamente reencontra Gloria (Valeria Bertuccelli), uma ex-namorada recém-chegada a Buenos Aires em retorno da França após a morte do pai e também advinda de um relacionamento complicado. Assim como no jogo, o homem percebe ter boas cartas na mesa para recuperar a antiga companheira e aposta todas as suas fichas ao sentir que pode tirar a sorte grande se conseguir conquistá-la novamente.

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Gloria Pires comemora seus 50 anos de carreira no Cinejornal

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Para comemorar os 50 anos de carreira de Gloria Pires, Simone Zuccoloto entrevistou a atriz para a edição de amanhã (sábado 08), do Cinejornal, do Canal Brasil. Gloria começou a atuar com 5 anos de idade e fala sobre sua estreia no cinema, em Índia – A Filha do Sol (1982), e seus papeis preferidos: Nise da Silveira, em Nise – O Coração da Loucura (2016), e a arquiteta Lota de Macedo Soares, em Flores Raras (2013).  No momento, a carioca está investindo em sua faceta como produtora. “Esse tempo todo como atriz, observando muito, acabou me levando pra isso. Enquanto Anoitece, é título provisório. Vou produzir com minha sócia, a Daniela Busoli, a direção vai ser do Pedro Pelegrino, o roteiro do Luiz Eduardo Soares. Fui convidada pelo Pedro. Vou começar a rodar no final do ano. É uma história de suspense, um policial. É uma mulher que está na maior crise da vida dela, tendo que lidar com uma série de questões, ela se vê numa mega crise em todos os setores e tem que dar conta disso tudo. A gente discute tudo, o roteiro, orçamento, estou muito envolvida. Ainda não temos elenco fechado, mas já estamos de olho em vários atores”, revela a estrela, em primeira mão.

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Dando continuidade às comemorações dos 20 anos do canal, quem participa do quadro Baú de Histórias é Karim Aïnouz. O cineasta falou sobre a sua primeira entrevista ao Cinejornal, em 1999, falando sobre Madame Satã. Ele voltou ao programa em 2006, quando O Céu de Suely estreou no Canal Brasil, e foi destaque também em 2010, por ter sido homenageado na Mostra de Cinema de Tiradentes. “Quando eu fico pensando nos 20 anos do canal e em como vocês acompanharam o meu trabalho e o trabalho de outros diretores, eu penso que o cinema brasileiro, ele é brasileiro, mas ele é do mundo. Não é pequeno o fato de que você tem um canal que cobre cinema brasileiro, que tem 20 anos”, declara. O programa também marcou presença na 12ª edição da Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte e comenta a eleição de Cacá Diegues à sétima cadeira da Academia Brasileira de Letras. O Cinejornal, vai ao ar às 21h, e tem reprise no domingo 09, às 17h30 e na sexta 14, às 12h30.